Polícia tenta tranquilizar moradores de Mãe Luiza

17-12-2010 19:27

Representantes das polícias Civil e Militar, bem como da delegacia distrital e da própria comunidade, reuniram-se na manhã desta sexta-feira (17) para discutir a questão do tráfico e da violência em Mãe Luiza, e tranquilizar a população. O encontro, aberto à imprensa, aconteceu depois que casas no bairro apareceram pichadas com suposta mensagem do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em alguns muros das residências, foi encontrada a seguinte mensagem: “Senhores moradores, em dia de tiroteio, evitem sair de casa. Ass. PCC”. A frase teria preocupado os moradores, que acionaram a polícia. Depois Disso, seis policiais teriam sido ameaçados pelos ditos traficantes e integrantes de gangues do bairro. Estima-se que, há 20 dias, os criminosos teriam dado trégua em suas rixas particulares para se unir contra um inimigo em comum: a polícia.

A ocorrência deixou os responsáveis pela segurança pública em alerta, mas ainda assim, foi dito que não há motivo para maiores preocupações. De acordo com o titular da Delegacia de Narcóticos (Denarc), Odilon Teodósio, apenas 2% das operações da Polícia Civil, em se tratando de apreensão de drogas, ocorreu em Mãe Luiza.

“Não conheço aqui um traficante que tenha carro novo ou casa chique. Em se falando de tráfico, esse é um dos bairros mais tranquilos da capital”, declarou. Apesar disso, ele afirmou que, se houve ameaças a algum policial, a inteligência da Polícia Civil iria estudar o caso.

O depoimento foi confirmado pelo subcomandante do Policiamento Metropolitano, o tenente-coronel Alarico Azevedo. Em sua fala, ele aproveitou para acalmar os ânimos dos presentes e tranqüilizar a população, dizendo que havia uma unidade de policiamento dentro do próprio bairro.

“Os policiais podem transitar aqui por dentro sem qualquer problema. Prova disso é que temos aqui integrantes da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) que, por andarem de moto, estariam mais vulneráveis à ação dos bandidos”, disse.

De qualquer forma, o líder comunitário Francisco Soares se mostrou em certa medida satisfeito com a trégua dada pelos criminosos. Segundo disse na coletiva, agora as pessoas podiam “andar por lugares onde antes não podiam”.

Quanto às pichações de mensagem atribuída ao PCC, a população foi convocada para investigar e informar possíveis responsáveis.

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